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Aqui tem tudo para a sua construção!
Materiais para construção.
A casa é um investimento de inigualável retorno e,
quando é aconchegante e confortável, torna-se um local onde os bons momentos ficam
eternizados na memória daqueles que compartilham o ambiente.
Tão importante quanto o seu interior, os ambientes externos
são cultivados por pessoas que apreciam a naturêza e dão um toque de
requinte e belêza no quintal, jardim, garagem e jardim de inverno.
Isto é tão verdade, que paisagistas e arquitetos
trabalham juntos com a finalidade de criar um conjunto harmonioso entre a construção
em si e os ambientes internos ou externos, e em alguns casos, criam grandes áreas envidraçadas
afim de que tais ambientes interajam gerando uma cumplicidade intrínseca, que chegam a nos
fazer meditar por vários minutos. É muito comum, encontrar esses ambientes, em
hoteis, restaurantes, pousadas e outras construções comerciais que acabam por
inspirar as pessoas a realizarem obras parecidas nas suas residencias.
Algumas pessoas acham que por esse motivo, a construção desses
ambientes são extremamente caras. Isto não é verdade! Criatividade, bom gôsto e
iniciativa, podem derrubar esse mito, pois muitos dos materiais para esses fins são
tão baratos (por metro quadrado) e tão fáceis de aplicar que algumas obras podem serem
realizadas por leigos em construção civil.
Pisos intertravados, concregramas, elementos vasados, bancos e
mesas de jardim e muitos outros, são simples de serem aplicados, bem como baratos.
Este fenômeno se repete quando falamos de telhado, tabeira,
cumeeira, calhas, enfim; todo conjunto externo que ressalta a beleza da construção
em si. Porém esses materiais devem ser aplicados por profissionais da construção
civil, tais como: carpinteiros e telhadistas.
Os cuidados com a aquisição de todos os materiais para
a sua construção é que vão determinar o sucesso ou o fracasso do
seu empreendimento, pois não se pode prever o final de um projeto de construção
se a escolha dos materiais forem equivocadas. Portanto verifique todos os detalhes de acabamento,
aplicação, portabilidade, especicações técnicas, enfim tudo
o que diz respeito àquele material adiquirido.
A logística é um termo em muita evidência em todos os setores
industriais/empresariais. Hoje, todas as grandes empresas, empresas de ponta, nos mais diversos
setores, se utilizam da logística como forma de administrar seus fluxos produtivos com
resultados inquestionáveis. Embora muitas empresas que dizem se utilizar da
logística, na verdade não o fazem, apresentam a conotação de
empresas de ponta, porém não usufruem dos reais benefícios que ela pode
oferecer. Estas empresas possuem seu departamento de logística que cuida da
administração de materiais para construção, manufatura e da distribuição
física, com suas diversas atividades relacionadas, porém como funções
totalmente estanques, independentes e discretas. Sabendo-se que a característica
intrínseca da logística é a integração,
coordenação e controle destas atividades, pode-se concluir que está
sendo empregada uma “falsa logística” e não aquela que encaminha a um aumento da
produtividade, nível de serviço e uma redução de custos.
Dentre as indústrias manufatureiras, a materiais para construção civil,
em especial o subsetor edificações, é a indústria que menos se utiliza da
tecnologia logística em sua gestão produtiva, fato que repercute significativamente
na produtividade, qualidade, prazos e com elevados índices de perdas e desperdícios.
Evidentemente, isto ratifica o a situação em que se encontra a industria
de materiais para construção civil onde todos os estudos apontam para índices entre 25% a 30% de
perdas e desperdícios em relação aos quantitativos totais, ou seja, para cada três
edificações construídas, praticamente, se poderia construir outra.
LOGÍSTICA E A CONSTRUÇÃO CIVIL
A introdução da logística na construção civil pode ser efetivada
de uma forma bastante similar ao seu emprego numa indústria de transformação seriada,
dada analogia existente entre um canteiro de obras e uma unidade fabril. Para que se possa iniciar a
análise da introdução da tecnologia logística na construção civil,
deve-se inicialmente definir cadeia de suprimentos sob a ótica de uma indústria seriada:
segundo a ABML, - “é o conjunto de organizações que inter-relacionam,
criando valor na forma de produtos e serviços, desde o fornecedor da matéria-prima até o
consumidor final.” Esta definição sugere que ao longo de uma cadeia de suprimentos exista uma
sucessão de serviços, manuseios, movimentações e armazenagens, possibilitando que
se faça esta analogia com um canteiro de obras, onde este seria a unidade fabril com suas diversas
organizações internas interdependentes (relação de continuidade) e intervenientes
(relação de qualidade). Estas organizações internas seriam as diversas etapas
e equipes constituintes de uma obra, ou seja, equipes de infra-estrutura (sondagem, escavação,
cravação de estacas, confecção de blocos, etc.), equipes de supra-estrutura
(formas, ferragem, concretagem, alvenaria, pintura, hidráulica, elétrica, etc.), apresentando
numa extremidade os fornecedores externos e na outra o consumidor dos materiais para a construção.
Estas equipes nada mais são do que clientes internos que necessitam serem supridos de frentes de
serviço, mão-de-obra ou materiais para construção.
Esta analogia mencionada acima é bastante clara, porém existem diferenças básicas
entre a construção civil e a indústria de materiais para construção seriada, entre muitas outras, pode-se
destacar:
- imobilidade dos produtos, a mão-de-obra é que se desloca ao longo do produto;
- mão-de-obra com alta rotatividade e, geralmente, desqualificada;
- criam produtos únicos e não seriados;
- alto custo e tempo elevado de produção;
- não existe distribuição física (dos produtos para obras); etc.
Deve-se considerar que estas diferenças de forma alguma servem como barreira ou empecilho para
introdução da logística neste segmento da indústria de materiais para construção, entende-se
de uma forma totalmente inversa que são situações que requerem ainda mais um gerenciamento mais apurado proporcionado, sem
dúvida, pelo gerenciamento logístico.
O operador logístico que se propõe não é nos moldes da indústria de
materiais para construção seriada, ou seja, uma estrutura constituída por pessoa jurídica especializada em
gerenciar as atividades produtivas de uma determinada empresa contratante. O que está se propondo é um administrador
logístico que irá gerenciar o canteiro em harmonia com o engenheiro da obra, ou seja, uma pessoa
física com elevado conhecimento da tecnologia logística, associado a uma experiência no setor
da construção civil. Um consultor logístico independente.
O operador logístico pode-se dizer que é a pessoa física que irá materializar todo
o processo logístico da construção, ou seja, a pessoa que irá planejar, implementar
e controlar todo o fluxo de materiais(produtos para obras), serviços, mão-de-obra e a armazenagem com as respectivas
informações associadas. Sendo a ele atribuída, portanto, a gestão da cadeia de
suprimentos necessários a produção seja de materiais para a construção, serviços
e mão-de-obra, deixando para o engenheiro de obras a análise, acompanhamento e o controle das especificações
técnicas do projeto. Depreende-se daí que numa obra existirão dois gestores:
o gerente técnico (engenheiro da obra) e o gerente de suprimentos (operador logístico). Entende-se
que este desmembramento gerencial trará benefícios significativos ao processo produtivo como um
todo, uma vez que cada gestor irá concentrar-se apenas em sua atividade específica: Um no
gerenciamento dos mateirais para a construção e o outro na construção em si.
É necessário, portanto, que em todo empreendimento, primeiramente, seja caracterizado claramente
a figura do operador logístico o qual tomará para si a responsabilidade do planejamento e de todo
desenvolvimento da obra no que diz respeito à logística de suprimentos(produtos para obras e serviços),
desde a fase do projeto até a última etapa de acabamento da construção/obra. Partindo-se dessa
premissa é de bom senso que a pessoa escolhida tenha o conhecimento prévio do empreendimento a ser executado,
desde a fase inicial da construção, elaboração do projeto.
Os projetistas das diversas áreas de um sistema construtivo enfocam sua preocupação
prioritariamente nos aspectos técnicos do seu projeto de forma a conduzir ao seu bom desempenho,
sem uma preocupação maior com a compatibilidade com os demais. O profissional da logística, de
uma outra forma, irá concentrar sua preocupação na integração e
coordenação dos projetos. Irá compatibilizar a interdependência e a interveniência
entre os mesmos, procurando de todas as formas minimizar problemas como a possibilidade de descontinuidade da
produção por indefinições ou soluções mal formuladas nas interfaces entre diferentes
projetos. Para tanto, é fundamental a sua participação em todas as fases do processo de projeto
e no nível de organização dos mesmos.
Uma vez definido operador logístico este efetuará o planejamento global do sistema construtivo
que será o parâmetro para a implementação e o controle do fluxo de suprimentos e a armazenagem
dos produtos com o respectivo fluxo de informações correspondentes ao longo do desenvolvimento da obra. Este
planejamento constará basicamente:
- Planejamento do canteiro de obras, compatível com as características e especificidades do
empreendimento a ser desenvolvido;
- Planejamento das atividades a serem executadas, estabelecendo cronogramas a partir do estudo
das interfaces;
- Caracterizar bem as diversas atividades constituintes da obra e subdividir a execução da mesma
em tarefas, analisando sua interveniências;
- Planejar no tempo e no espaço as necessidades de recursos materiais e humanos(produtos para obras e serviços);
- Acompanhar o desenvolvimento dos serviços e tomar medidas para solucionar interveniências ou
corrigir atrasos ao cronograma, bem como do "follow-up" da entrega dos produtos para a obra, adiquiridos;
- Desenvolver um sistema estratégico de informações.
É Importante ressaltar que para efetivação de um bom gerenciamento logístico é
fundamental o desenvolvimento de um sistema estratégico de informações. Deve ser ágil e
eficiente, tornando eficaz o fluxo de materiais para obras e dos serviços, mantendo o sincronismo do setor produtivo (obra) com o
departamento de suprimento e fornecedores externos dos produtos.
Pode-se destacar como problemas enfrentados, entre outros, pelo gerente de suprimentos:
- Canteiro de obras:
canteiro de obras mal planejado com lay out desorganizado gera problemas como necessidade de
maiores espaços físicos, contrariando a lógica da maioria das obras
geralmente executadas nos grandes centros, densamente habitados e com sérios problemas de espaço;
conduz a uma maior circulação de materiais para a construção, equipamentos e pessoas, conduzindo a
maiores perdas de tempo e materiais;
má armazenagem dos materiais para construção e o mau planejamento dos estoques de produtos para obras
armazenados, conduzindo a movimentações desnecessárias proporcionando quebras e desperdícios;
incompatibilidade dos equipamentos com materiais a serem movimentados, gerando perda de tempo e do próprio material;
deterioração dos materiais para a construção por má armazenagem;
falta de unitização dos materiais para a construção e componentes, conduz a um excessivo manuseio favorecendo
perdas de materiais e do precioso tempo nos "cronogramas apertados"; etc.
- Descontinuidade da produção:
a descontinuidade da produção pode ocorrer por vários fatores como falta de frentes de serviço
ou produtos para a obra, por descontrole das equipes de serviços interdependentes;
falta de mão-de-obra por deficiência ou mau dimensionamento das equipes, como também,
desconhecimento da produtividade das mesmas;
falta de material por deficiência no planejamento ou controle dos materiais para suprir a
mão-de-obra;
retrabalhos por falta de controle das etapas de serviços intervenientes e deficiência de
mão-de-obra gerando perda de tempo, ou seja, serviços subseqüentes têm que esperar por reparos,
aliado ao fato que ocorrerão perdas dos materiais para a construção.
a subsequênte reposição dos produtos perdidos pelo item anterior.
É, por todos esses motivos, e alguns outros que possam ter sido esquecidos,
é que se faz necessário todo o planejamento logístico, palco da nossa pequena
discussão sobre o bom aproveitamento dos produtos, insumos e mão-de-obra aplicada
no conjunto da sua construção.
JM Construções.
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